A corrida em si foi morna. Vettel sobrou. Desde a largada, ninguém teve nenhuma chance contra o alemão. Nas últimas voltas, o talentoso Button até tentou, mas entendo que muito mais por conservadorismo do alemão, que tirou o pé.
Ali atrás algumas brigas boas, mas nada que vale registro. Não que me venha a memória pelo menos. O que vale a pena contar sobre a corrida é o incidente envolvendo Massa e Hamilton. E vale por três coisas.
Em primeiro pelo incidente em si. No momento, me manifestei a favor de uma punição para o inglês, que acabou ocorrendo. Revendo o lance com calma entendo que foi muito mais um incidente de corrida do que qualquer outra coisa. Houve imprudência da parte do inglês. Mas o Felipe também se defendeu de forma agressiva no ponto de abertura de asa, contra um piloto que ele conhece as características. Arriscou. Deu sorte para o azar. Deu no que deu.
E Hamilton, no final das contas, mais calculou mal do que qualquer outra coisa. Sua ideia era frear mais dentro e sair pela parte de dentro, para ter a preferência na curva seguinte. Errou e freou dentro demais, na roda traseira do brasileiro.
Em segundo lugar, o incidente vale ser ressaltado porque desencadeou uma corridaça por parte do inglês. O inglês chegou em 5º e deu um show nas ruas de Cingapura. Sou cada vez mais fã dele, por mais que tente odiá-lo.
Finalmente, em terceiro lugar, o incidente foi a gota d’água para Felipe Massa e fez ele, pela primeira vez em muito tempo, agir como Homem – com H maiúsculo mesmo – confrontando o inglês que já o prejudicou esse ano em Mônaco e no Q3 em Cingapura forçando uma ultrapassagem para abrir a volta antes.
Só para não perder o costume, vou mencionar também o discreto rendimento do Bruno. Largou em 15º, chegou em 15º. Parece pouco, mas o garoto, de novo, foi bem. Primeiro, porque ficou na frente do Petrov de novo, o que vale bastante para que est[a ainda cavando uma caga para 2012. Segundo, e mais importante, porque teve que fazer uma prova de recuperação porque errou no começo da prova e teve que trocar o bico, o que fez ele cair para 19º.
Mas já me parece claro que o Bruno está chegando no limite do que o carro e o companheiro de equipe tem a oferecer. É preciso mais carro e mais companheiro para que ele possa aprender mais. Afinal, é preciso ter em mente que o Bruno começou muito tarde no automobilismo e passou por poucas “escolas”. Seria muito importante andar com alguém experiente em 2012.