Desde o GP de Cingapura, em 25 de setembro, há pouco mais de um mês, portanto, esse blog ficou sem posts. Hoje, um apanhado geral da Fórmula 1.
O que esperar da Índia
Quando começarem a roncar os motores na próxima quinta-feira, teremos uma primeira ideia de quem dará as cartas no novo circuito de Nova Déli.
O circuito é mais uma obra do alemão Hermann Tilke, que projetou os circuitos do que gosto de chamar “nova F-1”.
Ele errou muito, é verdade. Errou em Sepang, Bahrein, Marina Bay, e em outros que agora não me vem à mente. Mas também acertou em Valência e em Istambul. Evidente, a conta é muito desfavorável a ele, mas eu acredito que dessa vez ele possa ter acertado. O circuito me parece ter características parecidas às de Istambul e tem duas ou três retas que combinadas com o DRS podem dar bastante emoção à corrida.
Dito isso, e dada à recente evolução da McLaren em circuitos de alta e a aparente maré de tranquilidade do inglesinho, meu palpite é Hamilton para o final de semana.
Vettel, um jovem para a história
Destaque também ao bicampeonato de Vettel. Muitos, inclusive eu, relutavam ainda em coloca-lo no nível de Hamilton e Alonso, mesmo após todo o histórico na F1.
Para quem não lembra, em sua estreia, substituindo ninguém menos do que Robert Kubica na Sauber, foi 8º colocado no GP dos EUA em 2007. Em 2008 venceu o GP da Itália com a modesta Toro Rosso. Em 2009 foi vice campeão, perdendo para uma manobra aerodinâmica de Ross Brawn. Em 2010 e 2011, o inevitável, um título suado, quando ele quase perdeu para sua própria falta de experiência e um título que foi um passeio.
A Fórmula 1 é muito dinâmica. De 1988 a 1991 a McLaren tinha o melhor carro. Senna era o melhor piloto e sobrava nas pistas. Em 1992 lutou muito para conseguir o vice por conta de um grande desenvolvimento das Willians. É difícil saber, portanto, o que acontecerá daqui para frente com Vettel e com a RBR. Mas não consigo vê-los fora da disputa tão cedo
A provável aposentadoria de Rubens Barrichello
Parece que Rubens não completará 20 anos de F1. Fortes rumores de que a Williams já teria acertado com Raikkonen para a próxima temporada.
Sinceramente não sei o que pensar. Rubinho vem fazendo, dentro dos limites do carro, uma boa temporada. Mas ver Raikkonen de volta é sempre interessante. O problema é que, Rubinho ou Raikkonen, com esse carro da Williams se arrastando nas pistas, fica difícil conseguir algum resultado.
O futuro de Bruno Senna
O futuro de Bruno ainda é incerto. Ele foi bem em Spa e Monza, em lugares onde já havia corrido na F-3 ou GP-2. Nos outros circuitos, da “nova F-1”, a falta de quilometragem pesou e ele não foi bem. Não adianta tentar ser ufanista ou tentar usar de eufemismos, ele não foi bem. E a equipe deu sinais de que perdeu a confiança.
Seu grande trunfo é que os médicos de Kubica dão cada vez mais sinais que o retorno do polonês no começo do ano é muito pouco provável. Com isso, e com a grana injetada pelos patrocinadores, acredito que Bruno pode ficar. Mas ele precisa acertar nas últimas provas. Na Índia acho bem razoável que ele tenha um final de semana de mediano para bom, dada as características do circuito e o fato de ninguém nunca correu lá, então a desculpa de falta de quilometragem não vale. Em Abu Dhabi a coisa complica um pouco mais. Em interlagos ele deve sobrar, mas lá a decisão da equipe já deve ter sido tomada.
As perdas do esporte a motor
Finalmente, é inevitável falar sobre o assunto.
Primeiro, há cerca de uma semana, Dan Wheldon se foi em um terrível acidente. Apesar de não ser fã da Indy, sou fã do automobilismo inglês e Dan era um além de muito talentoso, um cara que cresceu rivalizando com pilotos como Jenson Button nas categorias iniciais do automobilismo inglês. Impossível não ficar sensibilizado. O mundo perdeu um grande piloto, um grande campeão. Dan foi campeão da Indy em 2005 e vencedor das 500 milhas em 2005 e, por bastante sorte é verdade, em 2011.
Há poucos dias, na motovelocidade, em um dos mais chocantes acidentes que já vi, Marco Simoncielli também se foi. Não acompanho a Motovelocidade, mas meus amigos do circuito do automobilismo juraram que se tratava de um futuro Valentino Rossi. Segundo eles lhe bastava apenas um equipamento melhor e mais experiência. Independente disso, uma pena. Para quem é fã de velocidade, esses casos realmente chocam.